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"A Consciência Negra é, em essência,
a percepção pelo homem negro da necessidade
de juntar forças com seus irmãos em
torno da causa de sua atuação –
a negritude de sua pele – e de agir como um
grupo, a fim de se libertarem das correntes que os
prendem em uma servidão perpétua. Procura
provar que é mentira considerar o negro uma
aberração do “normal”, que
é ser branco. É a manifestação
de uma nova percepção de que, ao procurar
fugir de si mesmos e imitar o branco, os negros estão
insultando a inteligência de quem os criou negros.
Portanto, a Consciência Negra toma conhecimento
de que o plano de Deus deliberadamente criou o negro
negro. Procura infundir na comunidade negra um novo
orgulho de si mesma, de seus esforços, seus
sistemas de valores, sua cultura, religião
e maneira de ver a vida. "
Steve
Biko
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O
líder sul-africano Banto Stephen Biko, também
conhecido como Steve Biko, nasceu em 18 de dezembro de 1946,
em King William’s Town, próximo da Cidade do Cabo,
no extremo sul da África do Sul, e foi morto no dia 12
de setembro de 1977 após ser preso e torturado, por quase
24 horas ininterruptas, pela polícia política
sul-africana. Os cinco policiais que o torturaram só
confessaram o crime vinte anos depois de sua morte, em troca
de anistia.
Após
ter completado com sucesso os estudos secundários, em
1966 ingressou no curso de Medicina da Universidade de Natal.
Logo em seguida, começou, de forma ativa e entusiasmada,
a atividade política. No ano seguinte, já participava
ativamente do movimento estudantil, destacando-se nas conferências
devido a sua inteligência e poder de argumentação.
Fundou e foi o primeiro presidente da OESA – Organização
dos Estudantes da África do Sul.
Foi
um dos grandes idealizadores e articuladores do Movimento de
Consciência Negra, que objetivava o resgate da auto-estima
e dos valores ancestrais do seu povo, preparando-os para o combate
ao sistema de opressão e submissão a que estavam
subjugados. Biko trabalhava por compulsão, varando noites,
na leitura e na produção intelectual de textos
que justificassem a sua ideologia de luta. Publicava-os em panfletos
chamados ESCREVO O QUE EU QUERO, assinados com o pseudônimo
de Frank Talk.
Foi
um dos principais líderes sul-africanos, juntamente com
Nelson Mandela. Deixou um legado de luta calcado no Movimento
de Consciência Negra e no desenvolvimento dos Programas
de Assistência à Comunidade, voltado para atender
às necessidades básicas de sua gente.
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