O artigo do economista Rodrigo Constantino publicado no "O Globo" em 26/10/ 2009 é um artigo contra as leis raciais.
Para fazer este duelo contra os racialistas, é de suma importância que mantenhamos o mais alto nível de informação e argumentação, nesse terreno os que advogam o racismo e o racialismo se tornam frágeis e muitas vezes patéticos.
É esta base dos levianos argumentos deles (racialistas)que repetirem como papagaios: "a elite branca racista é contra as cotas raciais"; "a abolição é mentira"; "é tudo coisa da mídia racista" e tantos outros argumentos e chavões bradados Brasil a fora.
Eles tentam criar estereótipos, nós não podemos cair nessa ladainha.
O artigo, inicia-se assim:
"Sob a influência marxista da época, que enxergava a sociedade como dividida em dois atores coletivos, os poderosos brancos e os fracos negros, sua conclusão era que “a conversão de símbolos étnicos em símbolos nacionais não só oculta uma situação de dominação racial, mas torna muito mais difícil a tarefa de denunciá-la”. (...)
O artigo insinua, ou melhor, afirma que uma visão marxista (creio, de luta de classes) levou o antropólogo a ter uma visão de mundo parecida com a dos racialistas. Eu diria até que independente da opinião do antropólogo, essa afirmação é completamente inconsistente.
A ideologia do racismo e a sua versão mais moderna o racialismo, só podem levar a um propósito: a divisão dos povos, independente do pertencimento a uma classe social social. E isso nada tem a ver com a luta entre as classes sociais, base da análise marxista, aliás é todo o contrário.
Há muito tempo, muitos intelectuais, líderes políticos se dizem marxistas, socialistas, comunistas e fazem e dizem todo o contrário. As palavras, como todos sabemos, podem ser fraudadas.
Á poucos dias um dos maiores líderes da burguesia brasileira, Sr.Paulo Skaff, presidente da poderosa FIESP, no ato de sua filiação ao PSB, declarou que o socialismo já esta sendo realizado atravéz da pulverização das ações das empresas na bolsa de valores (sic)!
Pode ser que o grande empresário acredite realmente no que ele declarou, mas seguramente, essa concepção nada tem de socialismo e muito menos de marxismo.
De nossa parte, acreditamos que quanto mais igualdade, menos racismo. As imensas desigualdades sociais e econômicas e a busca insana pelo lucro são o principal motivo da existência desta odiosa e intolerável ideologia que justifica uma dominação e uma exploração injustificável.
Seguramente alguém que lute por liberdade, igualdade e fraternidade e por uma sociedade sem explorados e exploradores, fundamentado nos princìpios marxistas estará deste lado da barricada neste combate contra o racismo e o racialismo.
Um abraço de carinho e luta a todos que estão combatendo o racismo e o racialismo.
José Carlos Miranda
Coordenador Nacional do Movimento Negro Socialista e Dirigente da Esquerda Marxista do PT.
www.mns.org.br
www.marxismo.org.br
Notícia postada em: Out de 2009
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