Declaração do Movimento Negro Socialista (MNS) 20 de novembro: Viva a luta pela Igualdade e unidade dos trabalhadores! Viva a luta pelo socialismo!

O racismo é pauta diária no sistema capitalista que criou o conceito de raças, uma ideologia reacionária a serviço da dominação e exploração humana. Não há, portanto como apartar o racismo da luta de classes pois sua origem está enraizada na história de tortura e opressão envidados para consolidação do capitalismo. A luta de classes, inevitável no sistema capitalista, está forjada na disputa dos oprimidos e assentada na criminosa divisão racial impulsionada e financiada pelos capitalistas. Afinal, o modo de produção no sistema capitalista necessita do racismo para dividir e reinar enquanto promove a degeneração humana motivando o ódio, como o assistido com frequência nos campos de futebol, nos ambientes acadêmicos e nas escolas públicas em todo país, nas redes sociais, etc.

Nas favelas do país, os trabalhadores de todas as cores assistem as mortes mal explicadas dos jovens e o combate violento contra a ‘criminalidade’, que no capitalismo recai em peso contra à população negra, cuja maioria é pobre e submetida às mais duras condições de vida, pois tem uma razão objetiva e clara: a divisão dos trabalhadores e a sustentação do poder capitalista. Na medida em que o racismo atende às necessidades de exploração do imperialismo, as políticas racialistas que visam fortalecer o conceito de raças humanas só reforçam o sistema de exploração e insuflam o ódio racial, a divisão entre os explorados e oprimidos. E por isso, a luta contra o racismo exige uma ação organizada de combate à estrutura capitalista e somente pode avançar com a união revolucionária de todos os trabalhadores.

A resistência do Quilombo de Palmares, verdadeiro marco na história da luta contra a opressão do povo oprimido e explorado em todo país é revivido na intensa luta de classes. Zumbi dos Palmares, assassinado em 20 de novembro de 1695, deve ser recordado como um mártir do povo brasileiro por seu incansável combate contra o sistema opressor. A ‘consciência negra’ reclamada neste dia 20 de novembro deve assumir essa pauta e apontar os caminhos da revolução socialista, elevando a consciência de classe para a superação do capitalismo.

Porém, esta é uma tarefa da qual as ONGs os movimentos negros em sua maioria, todos os financiados ou apoiados pela Fundação Ford e pelos governos, querem se esquivar. Tais movimentos vêm optando pela defesa das cotas raciais e das políticas racialistas, instrumentos de fortalecimento da ideologia racista que motivou genocídios históricos em passados recentes.

Ou ainda apontam um atalho de desvio da luta de classes recebendo apoio e altos financiamento dos capitalistas limitando-se às reivindicações de reformas de condutas e “valores morais”, promovendo que é possível superar o racismo ao reverter a imagem do negro, propagandeando a ‘beleza negra’ e a ‘cultura africana’. Assim, nada mais fazem do que reduzir a pauta dos trabalhadores negros em todo país negando a luta de classes e sustentando a ganância e a exploração sem precedentes dos capitalistas.

O Movimento Negro Socialista (MNS) convoca todos os movimentos, organizações e o conjunto da classe trabalhadora para combater o racismo em seu verdadeiro campo de batalha: a luta de classes.

E neste dia 20 de novembro mais que recordar o líder negro “Zumbi dos Palmares”, queremos pautar a luta pela igualdade levantando as bandeiras do conjunto da classe trabalhadora, cujo maior estrato são os trabalhadores e jovens negros oprimidos e explorados.

Viva a luta de Zumbi dos Palmares!

Abaixo o Racismo! Abaixo as leis raciais!

Viva a unidade dos trabalhadores! Abaixo a repressão!

Viva a luta pelo Socialismo!

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